WWE pode ser vendida em breve
Não é a primeira vez que surgem tais especulações, que sempre batem contra a parede porque Vince McMahon é uma pessoa hiperativa e obcecada pelo controle. Mas por isso mesmo, o mesmo não percebem nem seus filhos (Shane e Stehainie) e nem Triple H como dignos sucessores, já que durante vários anos vem vetando ideias de sua família.
Joseph Bonaccorso, jornalista do site de finanças Seeking Alpha, escreveu sobre a possibilidade de venda da companhia de Stamford durante os dois próximos anos:
"George Barrios disse na conferência do segundo trimestre de 2016 que a respeito de uma venda, sempre estão abertos a escutar ideias sobre o que é melhor para os fãs e funcionários. Isso pode ser uma afirmação inofensiva, mas em minha opinião, não é algo que Barrios pudesse dizer se não fosse verdade. Isso remonta aos relatórios que John de Mol, um magnata da TV, havia feito uma oferta para comprar a WWE. Talpa Beheer, a companhia de De Mol, adquiriu 6% em ações (somando aos 2.4% que tinham), o qual indica que De Mol está acumulando ações do processo de uma aquisição ou para ser o principal acionista minoritário"
Em relação a parte de Vince McMahon:
"Em total, a família McMahon deteve 56,1% das ações até maio de 2016. Vince e Linda controlam 51%. Portanto, a família McMahon segue fortemente com o controle. Esta estrutura de capital é o resultado da venda de ações no início de maio (cerca de 2%). A venda foi descrito como «fins de planejamento de sucessão".
"Vince controla 86% do poder de voto na companhia. Os McMahon poderiam vender mas negociar um acordo em que mantenha a família no controle. Desta maneira, os novos donos poderiam implementar melhores estratégias fiscais e expandir as margens, aumentando a presença internacional, mas deixando os McMahon com o controle criativo. Isso pode contradizer aquisições tradicionais, mas acho que a WWE é um negócio único, e que os McMahon tem nenhum paralelo como capital humano. Consequentemente, um acordo assim teria sentido para todos os acionistas. Acordos similares são o de Hugh Heffner, que vendeu a Playboy mantendo o controle criativo; e Sumner Redstone, que manteve o 80% de direitos de voto da CBS e Viacom apesar de ter apenas cerca de 10% cada um."
"UFC foi vendido por aproximadamente 4 bilhões de dólares, tendo em 2015 receitas de US$ 600 milhões e lucro líquido de US$ 157 milhões. O valor de mercado da WWe é atualmente de US$ 1,52 bilhões de dólares, o que seria ofuscado significativamente para uma venda para US$ 2.5 ou US$ 3.5 bilhões de dólares, isso baseado na receita recorde de 2015, que foi de US$ 658.8 bilhões de dólares, e o crescimento contínuo da WWE Network, que agora tem 1.52 milhões de assinantes que pagam 10 dólares mensais."
"WWE tem US$ 80 milhões em efetivo com somente US$ 30 milhões em dívida de longo prazo. Além disso, tem uma vasta gama de lucro líquido, que teve o seu pico em 1998, com US$ 70 milhões. Em 2010 foram US$ 53,4 milhões, em 2011, US$ 24,8 milhões; em 2012, US$ 31,4 milhões; em 2015, US$ 24,4 milhões. Portanto, a WWE é capaz de gerar uma ampla margem de receita dependendo da popularidade. Um comprador com a astúcia para aumentar as margens e as operações poderia ver uma tremenda oportunidade."
Oportunidade economicamente estratégica:
"O preço das ações da WWE se mantém em menos de US$ 20 dólares pela maior parte da década, com um salto de 20 em 2014, como resultado do impulso da WWE Network. Atualmente, o preço por ação é de US$ 20 dólares. Com este preço, uma venda por parte dos investidores dará bons lucros a eles, e se os McMahon vendem sua parte seria uma quantidade enorme para eles. Além disso, com novos donos, a companhia poderia continuar a expansão no mercado, tornando-se um conglomerado de mídia, crescendo nos mercados internacionais e na China, melhorando o WWE Studios e posicionado a WWE como uma marca de entretenimento mainstream."
"Vince McMahon sempre será o maior promotor de luta, mas agora seu objetivo é desenvolver a WWE como uma marca respeitada, semelhante a outros ícones do entretenimento. Por exemplo, as siglas da WWE já não significam 'World Wrestling Entertainment'. Além disso, a criação de filmes da WWE Studios, os programas de realidade como o Total Divas, o sucesso em outras áreas de estrelas como John Cena e The Rock. Portanto, poderia ser vantajoso para a WWE ser adquirida por alguém com os recursos para continuar essa transformação."
Resumindo:
"No dia 6 de junho recomendei comprar ações da WWE. Até então estavam em US$ 17.80 dólares, e recentemente chegaram a US$ 20.46. Atualmente estão a US$ 19.86. Creio que por enquanto é uma boa oportunidade comprar ações. porque sua recente expansão na China cria uma nova possibilidade de subir o preço. Acho que a WWE é um banco para ser adquirido por um conglomerado de meios, e uma venda nos preços atuais poderia oferecer uma ganância substancial no futuro para os acionistas."
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